AGROvila: a plataforma que promove os circuitos curtos
A plataforma digital nacional para fomentar a criação de comunidades de consumo em circuitos curtos, criada no âmbito do projeto AGROvila, já está aberta ao público.
O projeto, liderado pela Escola Superior Agrária do Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC), teve como prioridade promover o comércio de proximidade entre produtor e consumidor, procurando criar outras vias de comercialização, respeitando os princípios dos circuitos curtos e dinamizando o território.
“Não quisemos ser mais uma plataforma, mas sim uma plataforma que se diferenciasse por ser capaz de cumprir as grandes vantagens e as grandes características dos circuitos curtos”, afirmou Isabel Dinis, coordenadora do AGROvila, na sessão de encerramento do projeto, que teve lugar no dia 19 de dezembro de 2025, na ESAC.
Assente num modelo de “vilas” ativas em Coimbra, Vila Real, Algarve e Área Metropolitana de Lisboa, composta por produtores, consumidores e um ponto de recolha dos produtos, a plataforma permite a encomenda de produtos e cabazes, centraliza a recolha num ponto único e facilita a logística associada.
A plataforma permite realizar todo o processo, exceto o pagamento, que para já tem de ser feito no ato da recolha ou por MBWAY.
Segundo Isabel Dinis, o projeto “é muito interessante, na medida em que, realmente, há poucas alternativas para a pequena agricultura, para, de forma rentável, transacionar os seus produtos”. Simultaneamente, pode “ser capaz de aproveitar as vantagens dos circuitos curtos” e resolver “alguns problemas que esses circuitos têm, nomeadamente a questão da conveniência”, afirma.
Para a coordenadora do projeto, a iniciativa traz vantagens para os produtores, mas também para o consumidor, porque este, por norma, “tem dificuldade de aceder a produtos de qualidade frescos”. Através da plataforma, “o consumidor consegue produtos de uma elevada qualidade e frescura a um preço bastante convidativo”, assegura. Trata-se de uma solução direcionada especialmente para um consumidor informado, com preocupações sociais e ambientais. “É esse o nosso consumidor-alvo”, remata.