Visita Virtual à estação Agro-meteorológica

da ESAC

H  Abrigo

    O Abrigo da estação Agro-meteorológica da ESAC encontra-se a  uma altura de 1,5 metros e é construído por ripas de madeira branca, que permitem uma ventilação natural e ao mesmo tempo permitem criar condições de sombra. A porta do abrigo encontra-se virada para o pólo mais próximo, para que quando esta se abra, os raios solares não incidam directamente sobre os instrumentos contidos no seu interior, nomeadamente:

  

 

    - Termómetro de máxima e de mínima;

    - Psicrómetro;

    - Termohigrógrafo;

    - Barógrafo;

    - Evaporímetro de Piche

 

 

 

 

Fotografia 1 - Abrigo da Estação  Agro-meteorológica da ESAC

 

 

áTermómetro de Máxima e de Mínima

     O termómetro de máxima é um termómetro que tem a particularidade de reter no tubo capilar, o mercúrio que por ele passa, devido a um estrangulamento. Quando a temperatura desce, uma vez atingido o valor máximo, o mercúrio não volta em sentido contrário, desde que o termómetro se encontre na horizontal. Para que o mercúrio regresse ao reservatório é necessário sacudi-lo energicamente, mas esta operação só é realizada depois de efectuada e leitura. Depois de preparado, o termómetro deve indicar o mesmo valor que termómetro seco e deve estar numa posição quase horizontal, ficando a parte que tem o depósito de mercúrio ligeiramente mais baixa.

  

Fotografia 2 - Termómetro de máxima (em cima) e Termómetro de mínima (em baixo),  da Estação Agro-meteorológica da ESAC

    O termómetro de mínima é um termómetro de álcool com um pequeno indicador móvel, em forma de haltere, introduzido no meio do líquido, que devido força de tensão superficial, nunca atravessa o menisco e, portanto, acompanha o extremo da coluna quando a temperatura desce.

    Quando a temperatura sobe, o indicador fica retido, indicando o valor mínimo atingido. O valor da leitura é indicado pela extremidade mais afastada do depósito. O termómetro deve ser preparado depois da leitura e, para isso, inclina-se levemente o termómetro, com o depósito para cima para que o indicador deslize ao longo do tubo e entre em contacto com o menisco.

    Relativamente a estes dois termómetros é importante considerar dois aspectos fundamentais, para que as observações sejam rigorosas, por um lado, as leituras devem ser efectuadas sem deslocar os termómetros do seu lugar e feitas o mais rápido possível, a fim de evitar que a temperatura se altere com a aproximação do nosso corpo. Por outro lado, deve-se começar por fazer primeiro as leituras das décimas e só depois dos graus. Estes dois termómetros devem ser os primeiros a serem lidos.

 

á Psicrómetro

    O Psicrómetro é constituído por dois termómetros, nomeadamente o termómetro molhado e o termómetro seco.  

     O termómetro molhado é um termómetro vulgar envolvido por uma manga bem esticada, cuja extremidade se encontra mergulhada num recipiente com água destilada.  O seu comprimento deve ser tal que a água atinja o termómetro molhado sensivelmente à mesma temperatura a que se encontra no reservatório. A manga deve conservar-se limpa, pois as poeiras e os sais dissolvidos na água tendem a depositar-se nessa manga, afectando o fluxo da água, originando assim leituras incorrectas.

 

 

    O termómetro seco, como é um termómetro sensível, indica-nos a temperatura real do ar no momento da observação e refere-se sempre à temperatura à sombra e sob as condições do abrigo.

 

    Os termómetros, seco e molhado, estão colocados verticalmente num suporte, um ao lado do outro, dentro do abrigo. O reservatório do termómetro molhado está colocado de tal modo que a sua boca se encontra um pouco mais abaixo do que o próprio termómetro.

    As leituras destes termómetros devem ser efectuadas duas vezes por dia.

 

 

Fotografia 3 - Termómetro de máxima e de mínima

da Estação Agro-meteorológica da ESAC

 

× Termohigrógrafo

    No abrigo da nossa estação Agro-meteorológica existe também um termohigrográfo, que efectua o registo semanal da temperatura e da humidade relativa do ar.

 

    Os principais elementos deste aparelho são:

    -  Uma caixa metálica;

   - Um cilindro com um dispositivo de relojoaria, sobre o qual se coloca um gráfico especial (duplo gráfico);

   - Uma barra de metal com duas agulhas de registo. Cada uma destas agulhas possui uma extremidade livre, que se situa junto ao gráfico, e a outra extremidade encontra-se presa a uma fibra sintética. Esta fibra contrai ou distende de acordo com as variações da humidade do ar e da amplitude térmica.

    Conforme as condições de temperatura e humidade, as fibras vão-se distendendo ou contraindo, provocando oscilações nas agulhas. Estas, devido ao movimento de rotação do gráfico vão registando as variações de temperatura (amplitude térmica) e de humidade relativa ao longo dos dias durante uma semana. Ao fim de uma semana os gráficos são substituídos. Nas substituições dos gráficos deve evitar-se ao máximo fazer oscilar as agulhas. Este cuidado deve ter-se diariamente ao manusear os instrumentos colocados no interior do abrigo.

Fotografia 4 - Termohigrográfo  da Estação  Agro-meteorológica da ESAC

 

Ü Barógrafo

 

    É um barómetro registador. É constituído por uma pilha de caixas caneladas fixas umas às outras. A expansão e contracção destas caixas é amplificada por um sistema de alavancas apropriado. Este movimento é depois transmitido ao ponteiro, que vai registando sobre um gráfico enrolado em volta de um cilindro. Neste gráfico faz-se o registo semanal das pressões atmosféricas.

 

 

Fotografia 5  - Barógrafo da Estação  Agro-meteorológica da ESAC

 

ß Evaporímetro de Piche

 

 

    O evaporímetro de Piche é constituído por um tubo cilíndrico, de vidro, de aproximadamente 30 cm de comprimento e um centímetro de diâmetro, fechado na parte superior e aberto na inferior. A extremidade inferior é tapada, depois do tubo estar cheio com água destilada, com um disco de papel de feltro, de 3 cm de diâmetro, que deve ser previamente molhado com água. Este disco é fixo depois com uma mola. A seguir, o tubo é preso por intermédio de uma argola a um gancho situado no interior do abrigo.

 

 

 

Fotografia 6 - Evaporímetro de Piche da

 Estação  Agro-meteorológica da ESAC

 

    Na preparação do evaporímetro de piche deve atender-se aos seguintes cuidados:

- evitar a formação de bolhas de ar no interior do tubo

- o disco de papel de feltro deve encontrar-se em boas condições.

    A evaporação é calculada pelo abaixamento do nível da água no tubo. Nos dias em que não se acrescenta água, apenas é necessário de fazer uma leitura; nos outros dias, é necessário efectuar duas leituras, uma antes e outra depois de acrescentar a água. Se não se acrescentar agua no tubo, a evaporação é o resultado da diferença entre a leitura do dia e a última do dia anterior (que pode ser a única) . Se se acrescentar água a evaporação é dada pela diferença entre a primeira leitura do dia e a última do dia anterior. Nos dias em que se enche totalmente o tubo de vidro deve escrever-se, na segunda leitura, 0,0.

 

ß Tinas de Evaporação

    As tinas de evaporação são constituídas por um tanque cilíndrico, em chapa de ferro galvanizado, com 1,2 m de diâmetro e 26 cm de altura, apresentando, aproximadamente 1,20 m de superfície evaporante. Estas tinas estão apoiadas num estrado de madeira a 7 cm do solo para que o ar possa circular livremente por baixo.

Fotografia 7 - Tina de evaporação da Estação  Agro-meteorológica da ESAC

    O nível da água no tanque deve situar-se sempre próximo de uma marca sinalizada a 6 cm do rebordo da tina, e nunca deve baixar a menos de 18 cm desse mesmo rebordo. De facto, quando o nível da água baixa, o vento deixa de se fazer sentir com a mesmo intensidade, podendo verificar-se diferenças significativas na evaporação.

    Tal como nas superfícies já citadas, é a radiação solar a fonte de energia responsável pela evaporação na tina. Esta evaporação é nos dada pelo abaixamento do nível da água na tina. As medições são efectuadas num poço amortecedor, rodando um parafuso micrométrico até que a ponta toque a película da superfície da água. Este poço consiste num cilindro metálico de 8 cm de diâmetro e 23 cm de altura e serve para evitar a ondulação da água. O parafuso micrométrico está graduado em intervalos tais que nos permite calcular a evaporação até á milésima do milímetro.

    A evaporação obtém-se, subtraindo a leitura de cada dia da leitura do dia anterior e somando a esta diferença da precipitação ocorrida. Se não chover, a evaporação é igual à diferença das referidas leituras. Se houver necessidade de acrescentar ou tirar água da tina, devem-se fazer sempre duas leituras; uma é feita antes de acrescentar ou tirar a água (serve para fazer a diferença com a leitura do dia anterior), a outra, é feita depois de acrescentar ou tirar a água (serve para fazer a diferença com a leitura do dia seguinte). Em dias com precipitação muito elevada é frequente aparecer resultados de evaporação negativa.

    Instalados nesta tina existem ainda dois termómetros (um de máxima e outro de mínima) e um anemómetro a 40 cm. Os dois termómetros mantêm-se sempre ao nível da água através de flutuadores.

    A tina deve ser frequentemente limpa  de poeiras, óleos, etc., para evitar problemas de reflexão e perda de propriedades da água capazes de interferir na evaporação.

   

á Termómetro de Relva

 

    Termómetro de relva, também chamado termómetro de mínima na relva, é idêntico ao termómetro de mínima (termómetro de álcool) e deve instalar-se num canteiro de relva, horizontalmente, sobre duas forquilhas de madeira a uma pequena altura do solo. Tocando ao de leve na relva destina-se a obter informação sobre a geada.

    Convém referir ainda, que quando exposto ao sol, podem aparecer neste termómetro bolhas na coluna de álcool . Daí que não se deva deixa-lo exposto durante o dia. Recomendasse, principalmente no Verão, após fazer a leitura da manhã, guardá-lo no abrigo e torná-lo a colocar no suporte ao fim do dia.

 

Fotografia 8 - Termómetro de relva (no canto inferior esquerdo) e Termómetros de profundidade (no canto superior direito) da Estação Agro-meteorológica da ESAC

 

 

 

á Termómetros de profundidade

  

    A Comissão de Meteorologia Agrícola da O.M.M. recomenda que os termómetros de profundidade sejam instalados a 10, 15, 20, 50 e 100 cm. Na nossa estação, implantamos um conjunto de seis termómetros a profundidades de 5, 10, 15, 20, 50 e 100 cm. Tratam-se de termómetros de mercúrio, em que todos , excepto o de 100 cm, são de tubo dobrado em ângulo apropriado. A escala situa-se na parte da haste que emerge do solo. Assim, a leitura é feita sem se mexer nos termómetros.

    O termómetro de 100 cm está suspenso num tubo de ferro enterrado a essa profundidade. O reservatório de mercúrio está envolvido em cera, o que permite a remoção do termómetro do solo, sem que o seu valor se altere. Na parte superior, o tubo de ferro está tapado para não deixar infiltrar a água.

 

Fotografia 9 - Termómetro de 100 cm de Profundidade

da Estação  Agro-meteorológica da ESAC

 

Û Udómetros

 

  O Udómetro é constituído por um cilindro metálico, seccionado a meio e com uma abertura superior horizontal (boca) onde se situa um funil. No interior deste cilindro existe um recipiente de recolha de água. A precipitação entra, escorre peles paredes do funil sendo recolhida no recipiente. O funil está concebido de modo a não haver perdas de chuva e para tal as suas paredes são suficientemente profundas e com uma inclinação superior a 45º.

    A medição da precipitação é feita vazando a água do recipiente ou do próprio cilindro, no caso daquela ter transbordado, numa proveta graduada em mm. Ao fazer a leitura da proveta, deve-se ter o cuidado de a manter sempre na vertical e colocar a superfície da água à altura dos olhos. Os udómetros de medição diária devem ser lidos com aproximação aos 0,1 mm.

 

Fotografia 10 - Udómetro da Estação

                  Agro-meteorológica da ESAC

    Quando a precipitação é reduzida e não se pode medir, deve-se escrever nas observações o termo chuvisco. Nos dias em que e pluviosidade é elevada excedendo o volume da proveta, e medição deverá ser feita várias vezes, tantas quantas necessárias até se medir a totalidade da precipitação. Para evitar esquecimento de alguma leitura, é conveniente nesses dias, registar cada uma delas num papel à parte, sendo a sua soma passada posteriormente para a folha de observações. É ainda aconselhável que no Verão a medição da pluviosidade deve-se efectuar logo após a sua queda, a fim de se evitar perdas por evaporação. Neste caso particular, o valor da precipitação deve ser somado ao valor da precipitação do dia seguinte. Se na altura da observação estiver a chover, convém fazer a medição o mais rapidamente possível, a fim de evitar perdas que possam vir a influenciar a medição do dia seguinte.

    Este aparelho embora nos dê uma indicação quantitativa da precipitação, não nos permite relacionar a quantidade pluviométrica com o factor tempo. Trata-se de uma medição feita uma vez por dia e a uma hora determinada.

 

Û  Udógrafos

  Os Instrumentos que nos permitem conhecer a variação da precipitação em função do tempo (começo, duração e intensidade) são denominados udógrafos.

 

 

            Um udógrafo é constituído por:

- Um funil de recepção da precipitação;

 

- Um reservatório que contem um flutuador;

        - Um cilindro sobre o qual á colocado o udograma ( gráfico do registo da queda pluviométrica), em cujo no interior existe um relógio ao qual é necessário dar corda para o fazer rodar;

 

         - Um depósito na parte interior do aparelho destinado a recolher a água.

    À medida que o nível da água sobe no reservatório o movimento vertical do flutuador é transmitido (por um mecanismo próprio) a um apêndice metálico, que se desloca sobre o gráfico. O udograma possui uma graduação de zero a dez mm, e quando atinge os 10 milímetros ocorre uma descarga automática da água para o depósito situado na parte inferior do aparelho. A bóia, após a descarga, retoma a sua posição inicial que corresponde à posição zero no udograma. A quando da colocação do gráfico deve-se escrever a data, o nome da estação, quando este é retirado, o dia e o valor da precipitação correspondente a esse gráfico. Dar corda ao relógio e verificar se o udógrafo está a registar à hora certa, são duas práticas que não se deve esquecer para se obter boas observações.

Fotografia 11 - Udógrafo da Estação Agro-meteorológica da ESAC

 

 

Ý Anemómetro

 

  

    Para medir a velocidade do vento utilizam-se anemómetros. Os mais usados são os anemómetros de copos de forma hemisférica. Estes copos movimentam-se com uma velocidade proporcional à do vento. A sua velocidade média pode ser calculada num curto espaço de tempo, bastando para isso, observar o mostrador e registar duas leituras. A segunda deve ser efectuada três minutos mais tarde do que a primeira, e neste caso, a velocidade é calculada fazendo-se a diferença das duas e multiplicando pelo factor vinte. O resultado á dado em km/h ou em m/seg. Registando-se as leituras do contador sempre à mesma hora em cada dia e fazendo-se a subtracção em dias consecutivos, o resultado é dado em km/dia.

   

A velocidade do vento raramente é constante durante um período de tempo considerável. De um modo geral, varia rápida e continuamente, e as suas variações são irregulares tanto em período como em duração - propriedade da turbulência.

Para quase todos os efeitos e necessário considerar a velocidade média.

 

Fotografia 12 - Anemómetro à altura de 2 m

 da Estação  Agro-meteorológica da ESAC

 

 

 

Fotografia 13 - Anemómetro da Estação

Ý Cata-Vento

 

 

    O cata-vento instalado na estação agro-meteorológica consiste em duas folhas plásticas, fazendo um ângulo de cerca de 20º, prolongadas por uma seta que indica o sentido de onde sopra o vento. Este conjunto gira em torno de um suporte vertical por acção do movimento do ar.

 

 

 

 

 

Fotografia 14 - Cata-vento da Estação Agro-meteorológica da ESAC

                       Agro-meteorológica da ESAC

  Heliógrafo de Campbel-Stokes

    Aparelho que mede a Insolação, ou seja, mede o intervalo de tempo de céu descoberto quando o Sol se encontra acima do horizonte.

    É constituído por uma esfera de vidro maciço e transparente, de 10 cm de diâmetro, que actua como um filtro da radiação solar e a faz convergir sobre uma tira de cartão (heliograma), colocada numa concha metálica em cuja superfície interna existem ranhuras, que permitem a sua fixação. A esfera vai actuar como lente convergente em qualquer direcção que os raios solares incidam. O foco forma-se sobre os heliogramas queimando-os ao longo de uma linha, linha esta que é interrompida sempre que o sol é ocultado pelas nuvens. Na concha metálica é ainda possível observar-se uma escala, que tem por finalidade, ajustar o aparelho à latitude da estação. De facto, este instrumento deve estar perfeitamente nivelado e orientado, no sentido sul, devido ao movimento anual aparente do sol.

Fotografia 15 - Heliógrafro da Estação Agro-meteorológica da ESAC

    As tiras de cartão têm uma tonalidade azul média, possibilitando a absorção da radiação solar e são de três tipos diferentes, a utilizar consoante a época do ano:

    Nestes cartões está impresso um traço horizontal dividindo os dois hemisférios e vários traços verticais que indicam as horas e as meias horas.

 

 Estação Automática

    A estação meteorológica automática, é uma estação que possibilita a recolha dos dados meteorológicos de uma forma automatizada, segundo um passo de tempo estabelecido. Este sistema é composto por um conjunto de sensores, os quais medem, instante a instante, os vários elementos climáticos.

 

 

                                                        

 

 

    Esta informação é enviada para um "Data Logger", a memória do sistema, o qual, com base nos valores instantâneos determina, as médias horárias dos elementos climáticos medidos. Estes dados ficam armazenados no "Data Logger", até serem exportados por via telefónica ou através de um computador portátil.

    A estação meteorológica automática da ESAC contém os seguintes sensores: Termómetro, higrómetro, anemómetro, cata-vento, pluviómetro e piranómetro. Desta forma são medidos os seguintes elementos: temperatura do ar, humidade relativa, velocidade e direcção do vento, precipitação e radiação solar global.

 

 

 

Fotografia 16 - Estação Automática da Estação Agro-meteorológica da ESAC

 

 

N  Observações Meteorológicas

    O estado da atmosfera difere de momento para momento e de lugar para lugar, como consequência das variações do valor da energia que recebe. Estas variações devem-se em grande parte aos movimentos de transição e de rotação da terra, cujos efeitos se podem apreciar pela sequência das estações do ano e pela alternância dos dias e das noites.

    Por tempo deve entender-se um estado momentâneo da atmosfera susceptível de se modificar rapidamente. Sabemos pela nossa experiência quotidiana que estas modificações podem não ocorrer durante um intervalo de tempo mais ou menos longo. De facto, cada região e caracterizada por um clima, isto é, por um conjunto de condições meteorológicas típicas mas que podem sofrer certas alterações.

    Para se conhecer o clima de uma determinada região é necessário analisar os dados dos elementos do clima durante anos sucessivos (no mínimo de 30 anos). Só assim, poderemos saber com que regularidade se sucedem os vários estados de tempo. Isto consegue-se comparando os valores obtidos a cada momento com os valores médios dos diferentes períodos do ano.

    Para se realizar um estudo da atmosfera é necessário, em primeiro lugar, recolher os dados meteorológicos, organizá-los e finalmente, analisa-los. Esses dados são recolhidos por numerosas estações algumas das quais com fins específicos, como e o caso da estação agro-meteorológica da escola. A sua finalidade á apoiar a agricultura e, como tal, deve atender prioritariamente aos elementos que maior influência exercem sobre a vida animal e vegetal. O programa de observações em qualquer estação agro-meteorológica deve incluir observações de meio física como temperaturas humidade, vento, insolação, etc., e observações de natureza biológica como o crescimento, desenvolvimento, pragas e doenças de animais e plantas.