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Os espaços florestais,
independentemente dos objectivos para que são geridos, produzem
bens e de serviços que, embora não sejam objecto de transacção
no mercado, têm influência no bem-estar e na qualidade de vida
da sociedade: a paisagem, a protecção do solo, a biodiversidade,
a qualidade da água, a qualidade do ar, a vida selvagem, o
recreio, o sequestro de carbono, etc..
Uma vez que na sua
maior parte não podem ser apropriados individualmente (nem pelos
proprietários dos espaços florestais), podem ser mesmo
considerados bens públicos.
Na tomada de decisão
sobre o eventual uso alternativo dos espaços florestais (e
naturais), estes bens e serviços não são geralmente
considerados, pela dificuldade da sua avaliação.
O objectivo deste
seminário é contribuir para a divulgação de metodologias que
permitem atribuir um valor a este tipo de bens e serviços,
apresentar alguns dos trabalhos já feitos no nosso país nesta
área, e colocar a ênfase no conceito de Valor Económico Total
(VET) por contraposição ao valor de mercado, como a noção mais
adequada para a tomada de decisões no estudo de usos
alternativos dos espaços florestais e naturais. |