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UM POUCO DE HISTÓRIA
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O Congresso Florestal Nacional (CFN) tem vindo a afirmar-se, ao longo dos anos, como uma oportunidade de excelência para debate das questões florestais. É organizado pela Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais (SPCF) com a periodicidade de 4 anos, e subordinado a um tema orientador. Até ao presente, a SPCF organizou cinco CFN: Lisboa (1986), Porto (1990), Figueira da Foz (1994), Évora (2001) e Viseu (2005). O próximo, o 6º Congresso Florestal Nacional, vai ser realizado em Ponta Delgada, Açores, entre os dias 6 e 9 de Outubro de 2009. Porquê em Ponta Delgada? Em Ponta Delgada, pelo que a cidade e a região representam em termos florestais no contexto do país. E também pelas infra-estruturas de que a cidade dispõe, e pela receptividade das autoridades e instituições locais. O tema orientador do 6º CFN é “A Floresta Num Mundo Globalizado”. A floresta é um recurso natural renovável, e a sociedade reconhece-o cada vez mais como um ecossistema de primeira importância para a produção de bens e a prestação de serviços. Aliás, esta forma de a sociedade encarar a floresta tem vindo a evoluir de uma percepção essencialmente utilitária da primeira metade do século XX (produção de bens), para uma percepção mais ecológica e orgânica nas últimas décadas (prestação de serviços). Mas como estas formas de sentir a floresta não são incompatíveis, antes pelo contrário, complementam-se e completam-se, a floresta de uso múltiplo é a que assegura simultaneamente a satisfação dos proprietários florestais (que detêm mais de 85% da superfície florestal nacional) através da produção de bens que remuneram o seu património e investimento e asseguram a manutenção da floresta, e a sociedade de carácter mais urbano (que constitui já uma maioria entre nós) através dos serviços que presta: directos, como as oportunidades de recreio, a paisagem, o contacto com a natureza, etc., e os indirectos como os cada vez mais valorizados armazenamento de carbono, biodiversidade, protecção do solo e qualidade do ar e da água, entre muitos outros. À medida que as sociedades se vão urbanizando e melhorando o nível de vida, a percepção da natureza e daquilo que ela lhes oferece assume um papel cada vez mais significativo no seu nível de satisfação pessoal. A floresta conjuga e proporciona ao mesmo tempo as sensações de grande proximidade com a natureza e de mistério e, integrando e marcando de forma indelével a paisagem, é inequivocamente um factor de atracção das populações cada vez mais urbanas e deficitárias no seu contacto com a natureza. Para além do que anteriormente se apresentou, é necessário enquadrar as actividades florestais, e a floresta, num mundo globalizado, em que os bens circulam com cada vez maior intensidade, e os serviços são procurados in loco pelas sociedades. É neste enquadramento que pretendemos situar a discussão deste tema no âmbito do 6º Congresso Florestal Nacional. Assim, apelamos à apresentação de comunicações técnico-científicas que promovam uma melhor e mais clara percepção do que pode motivar uma activa e efectiva gestão florestal sustentável. Os resumos das comunicações serão apreciados pela Comissão Científica do Congresso e, consoante a sua qualidade, interesse e eventual complementaridade, as comunicações poderão ser apresentadas oralmente ou numa sessão de painéis. As datas limite para a submissão dos resumos e das comunicações (e para a comunicação da decisão sobre a forma de apresentação) estão definidas mais adiante neste anúncio, bem como os formatos em que deverão ser apresentados. |
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