Culturas Geneticamente Modificadas na
Agricultura Portuguesa:

competitividade e sustentabilidade
     
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data: 14 de Dezembro

hora: 10:00 h

local: auditório da Escola Superior
          Agrária de Coimbra

contacto: hps@esac.pt

organização:
Prof. Doutora Maria de Fátima Oliveira
Prof. Doutor Fernando Páscoa
Lic. Henrique Pires dos Santos

 

Programa

 

Referências


A investigação sobre Organismos Geneticamente Modificados (OGM) na agricultura começou nos anos 80, mas a sua comercialização só teve início nos anos 90, exclusivamente nos EUA.

Desde 1996, verificou-se um rápido crescimento destas culturas a nível mundial e, em 2006, a área cultivada com culturas Geneticamente Modificadas (CGM) atingiu os 100 milhões de hectares para 10 milhões de agricultores em 22 países.

Em 2005, a soja representou cerca de 62% da área com CGM e cerca de 60% da área mundial de soja é transgénica. O milho representa a segunda mais importante cultura transgénica (22%) e cerca de 14% da área mundial de milho é transgénico.

Apesar do desenvolvimento das CGM a nível mundial, o desenvolvimento na UE é relativamente diminuto.

Em 21 de Abril de 2005, Portugal transpôs a legislação europeia sobre a libertação em meio ambiente de CGM. A regulamentação então aprovada permite a coexistência dos diferentes modos de produção, implicando a manutenção de uma distância mínima de 200 m entre culturas GM e Não-GM, a monitorização das culturas e acções de controlo de todo o processo.

Para além das medidas acima referidas, os agricultores que desejem introduzir culturas GM devem informar os vizinhos dessa intenção e prosseguir cursos de formação para a produção de culturas geneticamente modificadas.

O primeiro relatório de acompanhamento de 2006 sobre a coexistência entre culturas GM e outros modos de produção (Carvalho e Alfarroba, 2006) demonstrou que, em 2006, foram recebidas 44 notificações de cultivo, envolvendo 40 agricultores/explorações, representando 1254,3 hectares e, em 2007, o número de notificações foi de 164 e a área cultivada de 4261,4 ha.

Importa saber se o desenvolvimento das culturas transgénicas é uma oportunidade para o desenvolvimento da agricultura nacional ou se, pelo contrário, será um tipo de cultura que aportará problemas e dificultará a competitividade da agricultura portuguesa num contexto europeu e mundial.

As questões da segurança alimentar, da protecção ambiental, da produtividade e dos novos usos para os produtos com origem em CGM deverão ser amplamente discutidas entre todos os elementos da sociedade, sem tabus nem preconceitos, numa perspectiva científica.

Este colóquio pretende assim contribuir para a discussão clara e aberta entre todos os interessados pelo tema das Culturas/Organismo Geneticamente alterados na agricultura portuguesa.
 

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