|
data: 23 de Setembro de 2008
hora: 09:00 h
local: auditório da Escola Superior
Agrária de Coimbra
contacto:
Secretariado do Seminário Internacional "Agricultura Urbana,
Ambiente e Sociedade"
Escola Superior Agrária de Coimbra Bencanta,
3040-316 Coimbra
Portugal
E-mail:
actuar.geral@gmail.com
Tel.: +351 239 80 29 40
Fax: +351 239 80 29 79
organização:
Daniela Santos (ESAC/GRAU)
Elsa Canavarro (ESAC)
Filomena Miguens (ESAC/GRAU)
Manuel Nunes (ESAC/GRAU)
M.ª do Carmo Magalhães (ESAC/GRAU)
M.ª Teresa Pechincha (CMC)
Miguel Malta (ESAC/GRAU)
Jorge Moreira (ACTUAR)
Rosa Maria Santos (CMC)
|
9:00 h - Recepção
e distribuição da documentação
9:30 h - Sessão de abertura – representantes da ACTUAR, CMC,
CERNAS, ESAC, GRAU e IFSN
Sessão da manhã - Moderador: Jorge Gouveia Monteiro (Câmara
Municipal de Coimbra)
10:00 h - Tema a confirmar (Gonçalo Ribeiro Teles)
10:30 h - O Projecto Hortas do Ingote, Coimbra (Miguel Malta,
Escola Superior Agrária de Coimbra -ESAC)
10:50 h - tema a confimar (Natália Cunha, Instituto Superior de
Agronomia - ISA)
11:10 h - Pausa para café
11:25 h - Projecto “Horta à Porta” , Grande Porto (Benedita
Chaves, Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do
Grande Porto-LIPOR )
11:45 h- Projecto das Hortas do Seixal (confirmar palestrante)
12:05 h- Debate
12:30 h - Visita às Hortas do Ingote + Almoço
Sessão da tarde - Moderador: Carlos Dias Pereira (Escola
Superior Agrária de Coimbra)
15:30 h - Cities Farming for the Future (Femke Hoekstra,
Resource Centers on Urban Agriculture and Food Security-RUAF)
16:10 h - The International Food Security Network and Urban
Agriculture (Marta Antunes, ActionAid International)
16:50 h - The Urbanet Tamale Project, Ghana (Zakaria Rashid,
UrbANet, Ghana)
17:30 h - Agricultura Urbana na Colombia (a confirmar) (Juliana
Millan, Red Nacional de Seguridad, Soberanía y Autonomía
Alimentaria, Colombia)
18:10- Pausa para café
18:30 h - Síntese
18:45 - Sessão de encerramento
Publicada por
GRAU |
A agricultura urbana é uma actividade que se desenvolve dentro
dos limites das cidades ou em torno destas, competindo por
recursos e com vista à satisfação das necessidades da população
urbana. As motivações dos agricultores urbanos podem ser
diversas e são dependentes do contexto social envolvente. Num
cenário sem precedentes na história da humanidade, de
urbanização dos espaços e das sociedades, a agricultura pode
contribuir significativamente para a segurança alimentar, para a
melhoria e diversificação das dietas, para a atenuação de
situações de pobreza e consequente integração social e para a
melhoria da qualidade de vida e harmonização do ambiente urbano.
A agricultura urbana é
muitas vezes praticada em pequenas ou muito pequenas
superfícies, em terrenos abandonados ou mesmo em telhados. A
produção destina-se, geralmente, ao auto-consumo, troca/oferta e
à comercialização dentro de circuitos informais e curtos. Este
tipo de agricultura surge como resposta a períodos ou situações
de crise económica, de desemprego e sub-emprego, de salários
baixos e sistemas de segurança social frágeis ou inexistentes,
podendo contribuir para o reforço do rendimento familiar e para
a integração social das pessoas pertencentes às franjas mais
desfavorecidas da sociedade urbana.
Mas, dado o elevado grau
de intensificação desta actividade, a eventual utilização
anterior dos solos para outros fins e a proximidade de focos de
poluição ou de contaminação, estão associados à agricultura
urbana riscos que importa considerar e precaver. Nasce assim a
necessidade do desenvolvimento de acções que visem o ordenamento
destes espaços e das práticas utilizadas, através da utilização
de metodologias e estratégias que promovam a sua
sustentabilidade. Com a organização deste Seminário pretende-se
trazer à discussão todos estes aspectos, juntando, num só
evento, várias organizações, realidades, concepções e projectos
em torno da agricultura urbana.
Publicada por GRAU
|